Coelhos: testes x símbolo Cruelty Free

Coelhos: testes x símbolo Cruelty Free

Testes em animais têm sido discussão desde o século passado, quando Francis Power Cobbe (filantropa e ativista pelos direitos da mulher) fundou a British Union, em 1898.

Na década de 50, começaram a luta contra a vivissecção (dissecação de animais ainda vivos para estudos), e por isso ficaram conhecidos como BUAV – the British Union for the Abolition of Vivisection.

Em 2015, mudaram o nome da organização para Cruelty Free International e continuam na luta contra o uso de animais em testes na indústria. Isso significa que, em 2019, essa prática ainda é comum em diversos países.

São utilizados mais de 500 mil animais anualmente na produção de cosméticos no mundo, pois em 80% dos países a prática ainda é legal.

Na União Européia foram proibidos testes em animais na produção de cosméticos em 2009, o que foi um grande marco nessa luta. Sendo, em 2013, complementado pela proibição da importação de produtos e ingredientes que têm em sua produção esse tipo de crueldade.

Enquanto isso, a China mantém uma legislação oposta aos países europeus. Os testes em bichos são exigidos por lei, inclusive em relação aos cosméticos importados. Por isso, se seu produto foi produzido na China, saiba que é 100% certeza de que foi testado em animais.

Baseado em estudos do Peta - Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais, apenas 9 de 63 marcas de cosméticos no mundo não praticam esse ato. Um dos principais motivos é que algumas produções estão localizadas na China.  Além da grande quantia de dinheiro envolvida no processo, fazendo com que países como os Estados Unidos continuem permitindo os testes.

No Brasil, a ANVISA aprovou, em 2014, a legislação que regula a produção de cosméticos, mas ainda permite o uso de cobaias para estudos específicos, como: irritação e corrosão da pele, irritação ocular e toxicidade aguda. As empresas têm até setembro de 2019 para abolir o uso de cobaias em outros casos que não se enquadram nessas especificações.


Testes

Os animais são normalmente criados em viveiros, biotérios, e sacrificados após os estudos. Os testes são realizados sem anestesia, devido ao custo, e posteriormente pode ou não ser feita a vivissecção.

Os testes mais comuns na produção de cosméticos são:

Teste de irritação dos olhos:

Os coelhos são os animais mais utilizados nesse tipo de teste devido ao seu baixo custo, ao fácil manuseio e aos grandes olhos, que facilitam a análise dos resultados.

O produto é aplicado diretamente nos olhos do coelho, que são imobilizados em um suporte, para que não pratiquem a auto-mutilação (arranquem seus próprios olhos).


Teste Draize de irritação dermal:

Uma fita adesiva é usada para retirar os pelos do animal e retirada bruscamente, como na depilação, diversas vezes, até que a pele fique em carne viva. Assim a substância é aplicada na pele do animal até que se observe as reações.


O selo Cruelty free

Na década de 80, Henry Spira denunciou a indústria de cosméticos pelo uso de coelhos em testes em uma página inteira do NY Times. Sua denúncia foi feita após a empresa se negar a fazer pesquisas sobre métodos alternativos para testes de toxicidade.

As empresas de cosméticos passaram a se preocupar com o assunto, a partir de então, surgindo diversas instituições que se preocupam em certifica-las. Hoje algumas já são certificadas e colocam o selo em suas embalagens.

Assim, o selo mais conhecido hoje, que garante o uso de ingredientes e do produto sem testes em animais, ou que tenha feito qualquer dano à animais ou humanos, é o Cruelty free. Este foi criado pelo programa Beauty without Bunnies do Peta.

Não basta ser vegano, subir essa bandeira se você não está de olho nos cosméticos que consome.

Alguns exemplos de selos:


Quer saber mais sobre as empresas certificadas ou sobre o assunto?

http://www.pea.org.br/

https://www.crueltyfreeinternational.org/

 

Em nossa produção, não fazemos nenhum teste com animais.


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