Plantas medicinais no Brasil

Plantas medicinais no Brasil

Os primeiros europeus que no Brasil chegaram logo se depararam com uma grande quantidade de plantas medicinais em uso pelas inúmeras tribos que aqui viviam. Por intermédio dos Pajés, o conhecimento das ervas locais e seus usos eram transmitidos e aprimorados de geração em geração. Tais conhecimentos foram prontamente absorvidos pelos europeus que passaram a viver no país, principalmente através daqueles que faziam incursões mais prolongadas no interior, os nossos sertões, pela busca de metais e pedras preciosas.

O conhecimento tradicional e indígena é complexo e fruto da observação do ambiente local, associado a práticas e crenças sobre as relações entre os seres vivos (incluindo humanos) e entre os seres vivos e o ambiente.

A necessidade de viver do que a natureza tinha a oferecer localmente, assim como o contato com índios, terminou por ampliar esse contato com a flora medicinal brasileira. É claro que a biopirataria corria solta, seu início pelas cartas de Pedro Alvares Cabral com amostras de sementes à Portugal. 

Acima o livro escrito por  frei Velloso (José Mariano da Conceição Velloso ), autor da "Flora Fluminensis".  Um dos primeiros a relatar informações sobre nossas plantas medicinais, em 1742.

Os novos conhecimentos sobre a flora local acabaram-se fundidos àqueles trazidos da Europa, muitas vezes de uso popular bastante difundido. Além disso, muitas plantas conhecidas no velho mundo por suas propriedades medicinais induziram os europeus a testar e usos similares para as espécies nativas proximamente relacionadas. Muitas vezes, o mesmo princípio podia ser encontrado nas espécies nativas, ocasionalmente em maior quantidade ou qualidade. 

Os escravos africanos deram sua contribuição com o uso das plantas trazidas da África, muitas delas originalmente utilizadas por suas propriedades farmacológicas empiricamente descobertas. 

O Brasil têm mais de duas mil e quatrocentas comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Elas estão espalhadas em 24 estados e se organizam de forma diferente. A maioria vive da agricultura de subsistência.

A Por meio das plantas medicinais secas ou frescas e seus extratos naturais, a Fitoterapia trata das várias enfermidades que afligem nosso povo. Chamamos de plantas medicinais as que têm aplicação consagrada pelo uso médico ou pelo povo, que constam da Farmacopéia Brasileira ou do The Merk Index - enciclopédia de substâncias químicas, fármacos, drogas e biomoléculas com amsi de 10 mil monografias sobre substâncias específicas e grupos de compostos relacionados.  

A utilização das plantas medicinais pelo povo faz parte da cultura, como resultado das experiências de gerações passadas, que foram transmitidas por meio de aprendizagem consciente e inconsciente. 


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